Hoje aconteceu algo assustador. Visitando uma biblioteca, folheava alguns livros. De repente me deparei com uma descrição detalhada de mim mesmo em um livro. Me descobri um bibliômano. Pra quem não sabe, bibliômano é aquele indivíduo que tem bibliomania.

Pois não tardei em procurar um médico.

“Então, é grave, doutor?”, perguntei ansiosamente assim que expliquei os sintomas e o auto-imposto-diagnóstico-recém-aprendido.

O médico olhou pra mim de cima a baixo, como se tivesse um aparelho de raio x embutido nos seus óculos. Pensou mais um pouco, virando a cadeira e olhando pelo consultório. Enfim, proferiu a tão esperada sentença:

“Nem tanto. Vou te passar uns remedinhos.”

Levantou, andou pela sala em direção à estante. Procurou por um momento, disse um “ah” de satisfação por ter achado o que procurava, veio até mim e entregou-me um punhado de…

Livros!

Só me faltava essa. Não devia ter procurado outro louco. Por livros.


PS. a ida à biblioteca e o livro onde encontrei o termo bibliomania foram reais. Daí inventei a visita ao médico (e a crônica). O livro em questão é o Paixão pelos Livros.

Capa do livro Paixão pelos Livros.

Capa do livro Paixão pelos Livros.

Créditos da foto do post: Thomas Hawk via photopin cc.


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