Já pensou em como deseja ser reconhecido quando morrer? Essa pergunta esbarrou comigo quando estava correndo de manhã na praia de Itacoatiara. E a resposta veio aos borbotões. Quando voltei pra casa escrevi esse texto para não esquecer.

Quero que este texto me lembre de como desejo viver o resto de meus dias. E se ele não fizer mais sentido, quero ter coragem de admitir e recomeçar.

Acredito que o propósito da vida é ter uma vida carregada de sentido, sejam quais e quantos sentidos forem.

Acredito que vivemos em ciclos, assim como existem dia e noite, primavera, outono, inverno e verão. Por isso devemos nos permitir incoerências e desvios de rotas. Tais atitudes estão impregnadas de boas intenções.

Por falar em intenção, acredito profundamente no ser humano e no seu potencial criador. Todo ser humano tem a semente do bem e do mal em seus corações. Me sinto como um jardineiro cuja tarefa é cultivar e germinar as sementes do bem.

Acredito que a tecnologia é um meio pra realizar um objetivo e deve ser usada com moderação. Contudo, se ajudar a alcançar tal objetivo, vamos usá-la!

Desejo acima de tudo estar presente. Estar presente significa estar conectado às sensações do momento e me libertar de conceitos adquiridos no passado e anseios e projetados para o futuro. Inclusive esse.

Quero usar meus dons e competências para simplificar mudanças, aplacar dores, provocar faíscas e fazer perguntas. Quero ser reconhecido ao mesmo tempo por alguém simplificador, apaziguador, incendiário e questionador.

Seja no desenvolvimento de soluções de software, nos espaços de educação, nos ensaios e shows da banda, nas conversas com amigos e familiares, nas sessões de coaching e nos momentos introspectivos, quero continuar fazendo perguntas desconcertantes, provocativas e profundas.

Ah, e também quero mudar o parágrafo acima para incluir outros espaços de interação. E se não incluir tudo bem também.

Quero honrar e respeitar o Amor de minha família, meus pais, irmãos e sobrinhos, meus filhos Pedro, João e Malu e de minha companheira Arianne. Por família considero não apenas os de sangue, mas todos que tive oportunidade de me relacionar.

Quando me sentir fracassado, cansado ou frustrado, quero me lembrar de minhas aulas de yoga e meditação e respirar profundamente. Quero usar o Ho’opponoppono e a Comunicação Não Violenta. Em seguida vou olhar para trás e perceber o quanto já caminhei. Serei grato por isso.

Se tiver a graça de conhecer os momentos finais de minha vida, quero me lembrar destas linhas e sentir gratidão por ter vivido sob sua busca incessante.

Até agora não falei de Deus. E não pretendo mesmo. Acredito que não precisamos falar seu nome para nos sentirmos em Sua presença. E acredito que se eu viver segundo esta missão estarei atendendo Seu chamado.