Hoje ela faz quatro anos. Este texto foi escrito na véspera de quando íamos recebê-la em nossos braços neste mundo. Feliz ano novo, minha filha!


Chegou o dia em que Malu vai deixar o seu mundinho e vir para outro. Maior, mais desconfortável e assustador. O que Malu vai encontrar nesse novo mundo? Mundo cheio de violência, indiferença, competição, egoísmo. Como uma pequena família pode enfrentar tamanho desafio? Será que colocamos os pés pelas mãos? Deveríamos ter planejado melhor?

Não sei. Sinceramente. Honestamente. O que tenho é uma enorme vontade de descobrir. Aprender! “Brincar de aprender”, como diz Arantes. A vida é feita de desafios. Nossa missão é responder a eles, encontrando um sentido novo em cada um.

Quando Pedro chegou nosso desafio era ser aceitos. Como iriam acetar um casal de namorados que teve um filho sem ter planejado? Sem casa nem casamento? Bom, a melhor resposta que pudermos dar a esse desafio foi… nosso amor.

Superado um desafio, veio outro. Quando João foi anunciado nosso novo desafio era partilhar. Como dividir nossa atenção, disponibilidade, dinheiro, comida etc. por dois filhos? Cálculos, dívidas, empréstimos, cabelos brancos, ansiedade, brigas. Tentamos de tudo! Porém, novamente nossa resposta foi… nosso amor.

Voltando às questões sobre a chegada da Malu fico pensando qual será a resposta que vamos dar…. afinal, tais perguntas trazem preocupação e medo. Medo do desconhecido, medo de sofrer, medo de errar, medo da perda, medo da morte. Isso traz insegurança e ansiedade. Qual a resposta que vamos dar?

Não é óbvio?

Ora, medo se supera com amor! Amor de Arianne e Daniel, Pedro e João, seus amigos e familiares!

Contudo, amor não é um sentimento que simplesmente existe. Amor é movimento, é corrente, é dar e receber, é fluxo contínuo. Para manter esse movimento é necessário energia, e para ter energia é necessário ação! Precisamos exercitar o amor. Amor se exercita aprofundando, conhecendo-se, abrindo-se para o outro (o amado). E esse movimento é extremamente doloroso. O mais contraditório é que justamente para não sentirmos essa dor nos fechamos e acabamos sentindo mais… dor! Só que deixa eu lhe contar um segredo: o ser humano é um ser de amor.

Malu, amamos você e estamos muito curiosos para descobrir o que você vai nos fazer aprender!

Niterói, quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012.